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Lauro Corona

Ele nasceu no Rio de Janeiro em 6 de julho de 1957. Adolescente, na década de 70, começou a fazer trabalhos como modelo fotográfico e como ator de teatro. Não demorou para ir parar na televisão, estreando no caso especial da Globo “Ciranda Cirandinha” (77, que não tem relação com a série homônima produzida pela emissora no ano seguinte). Em 1978, ele estreava em novelas, no sucesso avassalador “Dancin Days”, interpretando o garotão rico Beto, que se envolvia com Marisa Glória Pires) e Vera (Lídia Brondi). Com o sucesso de Beto, Lauro tornou-se um novo astro jovem global, participando das novelas “Os Gigantes” (79/80), “Marina” (80), “Baila Comigo” (81), “Elas por Elas” (82), “Louco Amor” (83) e “Corpo a Corpo” (84/85).

No cinema, Lauro atuou em “O Sonho não Acabou” (81), onde contracenava com Lucélia Santos, Miguel Falabella e Chico Diaz; e o clássico new wave “Bete Balanço” (84), fazendo par com Débora Bloch e contracenando com Cazuza. Nessa ligação com o rock, Lauro se arriscou como cantor, chegando a gravar três compactos. Na mesma fase de roqueiro, Corona virou apresentador do programa dominical juvenil “Cometa Loucura” (84), ao lado de Carla Camurati. Antes, ele já tinha apresentado o musical “Globo de Ouro”, e ainda apresentaria algumas edições do “Vídeo Show”. Além da mini-carreira de cantor pop, Lauro continuou na Globo, onde atuou em participação especial no início da novela “Vereda Tropical” (84/85), e estrelou ainda a minissérie “Memórias de um Gigolô” (86, onde fez seu melhor trabalho em TV).

Vieram por fim as novelas de época no horário das 18h: “Direito de Amar” (87) e “Vida Nova” (88/89). E foi durante “Vida Nova” que começaram a aparecer os sintomas de que o ator estava doente. Afundado entre a perseguição da imprensa, constantes internações e recuperações fugazes, Lauro acabou pedindo sua saída da trama onde era o protagonista, o português Manoel Victor. O personagem teve um final apressado, com uma viagem para Israel, por causa da doença do ator. A última cena mostrava um carro preto partindo numa noite chuvosa, ao som de um poema de Fernando Pessoa, declamado em off pelo próprio ator. Faleceu em 20 de julho de 1989. Foi uma das primeiras personalidades brasileiras a morrer de complicações decorrentes do vírus da AIDS, e deixou saudades para sua legião de fãs.